Igreja Católica da Paraíba lança Campanha da Fraternidade 2017

fraternO Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba, Dom Genival Saraiva de França, vai celebrar uma Missa de Cinzas, na manhã desta quarta-feira (1º). Logo depois, ele atende a imprensa para falar da Campanha da Fraternidade 2017. O tema deste ano é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

A celebração religiosa aberta ao público será na Igreja Matriz da Paróquia Santo Antônio de Lisboa, no bairro de Tambaú, em João Pessoa, na Avenida Olinda.

Saiba mais sobre a Campanha da Fraternidade 2017

Tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

Lema: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2, 15).

Neste ano de 2017 a Campanha da Fraternidade vai abordar os biomas brasileiros. “Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, que correspondem a grandes espaços geográficos com as mesmas características físicas, biológicas e climáticas, onde ali vive grande número de espécies de plantas e animais, é o chamado que nos faz, em nome de Deus, a Igreja do Brasil, através desta Campanha da Fraternidade 2017”, explica o Côn. Egídio.

Ele completa “A história do Brasil mostra-nos que desde o descobrimento até os dias atuais os nossos biomas, as nossas regiões e todo o território brasileiro sofrem com o uso irresponsável dos bens naturais e com a interferência direta do homem na natureza e no planeta. Nossos biomas têm sentido de forma perversa o peso da mão inconsequente do ser humano”.

O que é o bioma?

É um conjunto de vida (animal e vegetal) que se constitui pelo agrupamento de tipos de vegetação identificáveis numa região, com condições geográficas e climáticas similares. Isso resulta em uma diversidade biológica própria.

Dessa forma, um bioma é formado por todos os seres vivos de uma determinada região, onde a vegetação é similar e contínua, o clima é mais ou menos uniforme e cuja formação tem uma história comum. No Brasil temos seis biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Na Paraíba a Igreja Católica vai abordar os dois biomas nos quais nosso povo encontra-se inserido: Mata Atlântica e Caatinga. “Ao abordá-los, vamos entender melhor suas características e seus problemas para que, à luz da fé, questionemos os desafios atuais desses biomas e dos povos que neles vivem. Vamos discutir o que podemos e devemos fazer em defesa e em respeito à criação que Deus nos deu não para maltratar e destruir e sim para ‘cultivar e guardar’”, afirma o Côn. Egídio.

Sobre a Caatinga

A Caatinga encontra-se envolvida pelo clima semiárido. O semiárido abrange territórios de oito Estados do Nordeste, mais o norte de Minas Gerais, totalizando 1.135 municípios, onde vivem cerca de 27 milhões de pessoas. Essas pessoas representam 46% da população do Nordeste e 13,5% da população brasileira.

A Caatinga cobre mais de 90% desse território com uma extensão de 844.453km². A palavra Caatinga é de origem tupi-guarani, que significa “mata branca” e este é o único bioma exclusivamente brasileiro. É o semiárido mais chuvoso do planeta. É muito rica em biodiversidade tanto vegetal quanto animal. Muitas plantas deste bioma, como o Umbuzeiro, guardam água em suas raízes para poder se utilizar dela em tempos de falta de chuva.

As árvores, secas e retorcidas, e os cactos, com seus espinhos, não representam pobreza, mas são sinais de vida, que soube se adaptar ao clima semiárido. A Caatinga abriga 178 espécies de mamíferos, 591 tipos de aves, 177 tipos de répteis e 241 classes de peixes.

Sobre a Mata Atlântica

A Mata Atlântica é uma das áreas mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas do planeta. Originalmente, esse bioma correspondia a uma área de 1.315.460km² e abrangia 17 estados. Hoje restam apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 hectares do que existia originalmente.

Vivem na Mata Atlântica, atualmente, quase 72% da população brasileira (IBGE 2014). Isso corresponde a mais de 145 milhões de habitantes, distribuídos em 3.429 municípios que, por sua vez, correspondem a 61% dos municípios existentes no Brasil.

A maioria das nossas capitais litorâneas, das grandes regiões metropolitanas, concentra-se neste Bioma. Neste Bioma vivem mais de 20 mil espécies de plantas, 270 espécies de mamíferos conhecidos, 992 espécies de aves, 197 espécies de répteis, 372 espécies de anfíbios e 350 espécies de peixes.

“Durante este tempo quaresmal, a CF quer ajudar a construir uma cultura de fraternidade entre nós, apontando para a justiça e denunciando ameaças e violações da dignidade e dos direitos. É na vida fraterna, amiga e solidária que encontramos a síntese da Boa Nova trazida por Jesus. Neste ano de 2017, o chamado da Igreja é lançado a todas as pessoas de boa vontade a enfrentar com compromisso as palavras do Criador que nos convida a “cultivar e guardar a criação”. A nossa caminhada de fé não nos deixa ser indiferentes à realidade de violência e de descaso com que são tratados os biomas brasileiros”, finalizou o Côn. Egídio.

Assessoria

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