De janeiro e maio deste ano, Paraíba registrou 833 óbitos por infarto

A Paraíba já registrou 833 mortes por infarto agudo do miocárdio entre os meses de janeiro e maio deste ano, em média mais de 160 por mês, segundo dados do Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM). Os dados reforçam a necessidade de cuidados com a saúde do coração, revelam especialistas.

O cardiologista José Pedrosa é categórico: o infarto está cada vez mais comum na sociedade e a perspectiva é que continue atingindo cada vez mais pessoas. “As estimativas apontam que até o ano de 2025 será a doença que mais matará em todo mundo. A obesidade é um problema mundial, isso tem aumentado o colesterol e triglicerídeos, que contribuem para a doença”, disse.

Obesidade, hábitos irregulares e condições hereditárias são alguns dos fatores que contribuem para o aparecimento do infarto, entretanto outros grupos de risco devem ficar atentos, explica o cardiologista. “Existem os fatores hereditários, então pessoas com casos na família devem ficar atentas. Pessoas hipertensas, doentes renais, fumantes e diabéticos também devem ficar atentos pois estão dentro dos fatores de risco”, explicou o cardiologista.

Os sintomas são vários: dor e sensação de pressão no peito, que podem migrar para braço e mandíbula, cansaço e suores intensos associados também podem indicar algum problema. Hábitos saudáveis devem ser adotados para que os riscos da doença diminuam. “É necessário adotar uma dieta balanceada e praticar exercícios físicos, assim você controla os fatores de risco que podem desenvolver a doença”, disse João Pedrosa.

PB Agora

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