Paraíba tem quase 40 mil autistas, de acordo com levantamento da OMS

Estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que para 88 nascidos nos países ocidentais, um é autista, observando-se uma prevalência no sexo masculino (há uma estimativa de que o autismo acomete de três a quatro meninos para cada menina). Com base nesses dados, estima-se que na Paraíba existam entre 30 e 40 mil autistas.

O autismo é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, interação social e no uso da imaginação com apresentação de problemas comportamentais.

Esses distúrbios do comportamento costumam ser notados antes dos três anos de idade e o diagnóstico precoce do autismo permite a indicação antecipada de tratamento. Essa, inclusive, é a principal dificuldade das famílias: falta capacitação médica para o diagnóstico precoce do autismo.

Isso se deve principalmente ao fato de que não há um diagnóstico médico para os casos, ou seja, não se trata de uma síndrome que possa ser identificada por meio de um exame laboratorial ou de imagem. Assim, o diagnóstico deve ser feito clinicamente, pela entrevista e histórico do paciente, analisando-se uma combinação de fatores.

Atendimento

Na Paraíba, por meio do Serviço Especializado em Reabilitação Intelectual (Seri), a Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) oferece aos usuários com Transtorno do Espectro Autista (TEA) seis serviços. Conforme a coordenadora do setor, Elisabete de Medeiros Santos, diversas crianças e/ou adolescentes com diagnóstico de autismo estão em lista de espera, que tem aumentado nos últimos anos devido às abordagens que a mídia vem realizando sobre o assunto e aos avanços conquistados pela efetivação de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.

Ao assumir a direção da Funad, a presidente Simone Jordão encontrou apenas nove autistas em atendimento. Graças ao redimensionamento dos serviços, esse atendimento foi ampliado e hoje são atendidos 246 autistas. “Nós ampliamos o espaço, qualificamos uma equipe específica para trabalhar e a demanda vem crescendo a cada ano”.

Para se ter ideia da expansão desses serviços, em 2014 o atendimento subiu de nove para 178, sendo o fluxo de entrada mais imediato, porém o fluxo de alta (saída) é mais demorado por se tratar de serviço de reabilitação. “Em 2014 nós ampliamos o atendimento com perspectiva de abrir espaço para mais um grupo de pessoas autistas, que no momento estão em processo de avaliação, e hoje nós já estamos com esse atendimento ampliado para 246 usuários”, explicou.

Na Funad são oferecidos os seguintes serviços de reabilitação: Serviço de Estimulação Oral (trabalha com regulação comportamental e aquisição de linguagem), Habilidades Cognitivas (trabalha com o aprendizado e ensino da pessoa autista), AVD – Atividades de Vida Diárias (trata grande parte dos usuários que não têm noção de espaço), Serviço de Habilidades Artísticas (trabalha expressão corporal e visual), Musicoterapia (trabalha a terapia musical como calmante), e o Setor de Regulação Sensorial (terapia educacional regulando sensoriamento às crianças).

PB AGORA

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