Universidades federais ainda não tem orçamento definido para 2018

Em meio a semana final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Ministro da Educação, Mendonça Filho, falou sobre as mudanças que vão acontecer na aplicação da prova e sobre a polêmica que envolveu a correção das redações do exame em 2016. De acordo com o ministro, as mudanças na prova trazem mais comodidade aos estudantes, além de não prejudicarem os sabadistas. O ministro revelou também que as universidades e institutos federais ainda não têm previsão de orçamento para 2018.

“Tivemos uma coletiva nesta quarta-feira no Inep, anunciando as mudanças. Teremos a prova aplicada em dois domingos, o que dará mais comodidade aos estudantes e também vai contemplar os sabadistas. Incluiremos também a identificação individual da prova por estudante, mecanismos de segurança e logística bastante seguro, que vai traduzir em tranquilidade para os estudantes”, disse o Ministro da Educação, Mendonça Filho, em entrevista à rádio Correio SAT.

Sobre a polêmica envolvendo a correção da redação do Enem, Mendonça Filho garantiu que, caso a liminar seja notificada ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a única alteração será que ao infringir os Direitos Humanos, o candidato terá apenas a nota zero naquela competência, isoladamente.

“Primeiro, o princípio do Enem é plural e de respeito às diferenças, então não podemos conflitar com esse princípio. Houve uma decisão da justiça na primeira e segunda instância que a redação não pode ser zerada por ataque aos Direitos Humanos, mas sim apenas aquela competência, de forma isolada”, destacou.

Investimentos para 2018

Sobre os investimentos em educação para 2018, o ministro disse que ainda não existe uma previsão concreta de orçamento, mas declarou que a atual gestão vai conseguir liberar, integralmente, os recursos para 2017.

“Já liberamos 85% dos recursos do ano de 2017, e até a primeira quinzena de novembro, devemos anunciar um novo limite que ampliará ainda mais essa liberação. Na gestão do PT não havia a liberação de 100% dos valores, mas na nossa gestão conseguimos atingir a meta. Porém, para 2018 não temos uma previsão estabelecida”, disse.

Obras

Sobre as várias obras paralisadas ou incompletas nas universidades e institutos federais, Mendonça Filho afirmou que herdou um cenário negativo, mas que o Ministério está retomando e concluindo algumas dessas obras.

“Na verdade, eu assumi o MEC com mais de 700 obras em andamento e paralisadas e estamos retomando e concluindo algumas dessas obras em vários locais em todo Brasil, não posso especificar quais são as obras, pois isso obedece a gestão de cada reitor”, afirmou.

Fies

Sobre as mudanças no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o ministro da Educação foi enfático e disse que essas alterações surtirão com efeito positivo para os estudantes mais carentes.

“O Fies estava quebrado, com um rombo milionário, então precisávamos preservar o benefício para os estudantes que não tem condições de pagar a mensalidade de uma faculdade privada. São mudanças importantes que atendem os estudantes mais carentes. A grande diferença é que a carência atual deve estar vinculada a uma renda fixa, ou seja, o estudante só pagará após que sair da faculdade, se tiver como pagar, se tiver empregado ou for dono de alguma empresa, por exemplo”, disse.

Gabriel Botto, do Portal Correio

 

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