PT adia decisão e deixa em aberto apoio ao Governo da Paraíba em 2026: disputa interna, pressão por espaço e exigência de lealdade a Lula travam escolha

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) realizou sua primeira reunião oficial para tratar das eleições de 2026, e saiu dela sem decisão sobre qual candidatura apoiará para o Governo da Paraíba. O encontro, que deveria aproximar o bloco de um consenso, acabou evidenciando que a disputa por espaço político, a exigência de apoio irrestrito ao presidente Lula e o peso da composição da chapa majoritária ainda travam qualquer definição.

Durante a reunião, os dirigentes foram unânimes em um ponto, a prioridade absoluta é a reeleição de Lula no próximo ano. Para a federação, qualquer aliança estadual terá como condição central a lealdade ao presidente e o compromisso formal com seu projeto político.

Outro tema que gerou debate foi a formação das chapas proporcionais, consideradas essenciais não apenas para garantir musculatura eleitoral, mas também para evitar que partidos da base fiquem enfraquecidos na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Já sobre a disputa pelo Governo da Paraíba, a federação iniciou oficialmente a discussão sobre qual candidatura deverá receber apoio. E é justamente aí que as divergências aparecem. Segundo participantes do encontro, a escolha levará em conta três fatores, quem garante apoio fechado ao projeto de reeleição de Lula, quem aceita negociar um programa de governo conjunto e quem está disposto a abrir espaço para a federação na chapa majoritária.

Sem consenso, o grupo decidiu adiar a decisão. Uma nova rodada de discussões foi marcada para o início de janeiro — sinal de que a federação quer testar, conversar e medir o grau de comprometimento dos pré-candidatos antes de anunciar oficialmente seu rumo.

Participaram da reunião a presidente estadual do PT, deputada Cida Ramos; a presidente do PCdoB, Gregória Benário; o secretário de Organização do PT na Paraíba, Túlio Campos; a presidente do PV em João Pessoa, Maristela Viana; o presidente estadual do PV, Sargento Dennys; e o secretário de Finanças do PCdoB, Waldir Porfírio.

A expectativa agora é que, até janeiro, o PT consiga resolver suas tensões internas e transformar negociações fragmentadas em uma decisão política unificada — algo que, neste momento, está longe de ser simples.

Fonte: Fonte83

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