Bolsonaro na Papuda – Por Lenilson Oliveira
A semana que se finda foi de festa para os esquerdistas, lulistas, anti-bolsonaristas, ou qualquer que seja a melhor classificação ou qualificação que se dê aos brasileiros que se opõem às ideias, conceitos, preconceitos, ações e omissões do ex-presidente Jair Bolsonaro, desde os seus quase 30 anos no baixo clero da Câmara dos Deputados.
O fato é que ele encontrou respaldo popular, conquistando mentes e corações de milhões de eleitores que se viram representados por ele e se tornou presidente da República e – a partir daí – o Brasil viveu um dos capítulos administrativos mais tristes e retrógrados da história – que não adianta muito ficar remoendo aqui, bastando lembrar a tragédia da Covid-19, com suas 700 mil mortes, muito pela inoperância, despreparo e descaso do governo federal.
Pulando para o fim melancólico do seu governo, inconformado com a derrota para o presidente Lula nas eleições de 2022, Bolsonaro foi acusado e condenado, junto com outros comparsas, por tentativa de golpe para se manter no poder – podendo serem listados vários episódios que culminaram no 8 de janeiro de 2023 – que todos conhecem os fatos e consequências.
Um dos seus engodos sempre foi posar de patriota moralista e entre as suas frases mais famosas tem a icônica e premonitiva “a Papuda lhe espera”.
O presságio se cumpriu ao avesso e hoje é Bolsonaro que se encontra nos alojamentos do complexo penitenciário de Brasília, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Superior Tribunal Federal, após uma passagem pela Superintendência da Polícia Federal, onde começou a cumprir a pena de vinte anos e três anos determinada pelo STF, após sua condenação pela primeira turma da corte.
Como era de se esperar, os choros e gemidos dos bolsonaristas ecoam de norte e sul, por assistirem ao triste fim do “mito” na Papuda.
Há quem queira minimizar o fato de ele estar na chamada Papudinha, com todas as regalias possíveis, e não na ala comum do presídio, mas é um direito que lhe assiste
Como se diz, o choro é livre.
O sorriso também.
