A “velha política” na Paraíba – Por Lenilson Oliveira

Quem acompanhou a imprensa paraibana na semana que se finda, já sentiu qual será o tom da campanha que se avizinha para o Governo do Estado.

As trocas de acusações entre os pré-candidatos Cícero Lucena (MDB), prefeito de João Pessoa, e Lucas Ribeiro (PP), vice-governador e, em breve, governador de fato, com a renúncia de João Azevêdo (PSB) para concorrer ao Senado Federal, deixaram isso bem claro.

Sob o mesmo manto até pouco tempo, o prefeito e o vice-governador parece que resolveram se lembrar quem é um e quem é o outro, com troca de farpas nada amistosas.

Entre animosidades como “cipó” e “bala”, eles tentam imputar um ao outro a pecha de praticar a “velha política”, o que, ao nosso ver, em nada acrescenta ao debate sobre as demandas e ao destino que será dado à Paraíba a partir de janeiro de 2027.

As manchetes que estamparam os meios de comunicação paraibanos na semana só serviram para subir a temperatura entre os simpatizantes e apoiadores de ambos, sobretudo nas redes sociais e grupos de WhatsApp, maiores termômetros de como será a campanha em si rumo ao Palácio da Redenção.

Correndo por fora, como “terceira força”, o senador Efraim Filho (União Brasil), já ensaia subir o tom e se coloca como a única oposição de verdade, englobando as esferas federal (Lula), estadual (Azevêdo) e pessoense (Lucena).

O fato é que as peças do xadrez político na Paraíba já começam a ser mexidas e cada movimento precisa ser estudado pelos três pré-candidatos, uma vez que tudo se encaminha para um eventual segundo turno das eleições e o que foi dito hoje poderá ser necessário ser desdito amanhã, tendo em vistas supostas junção de forças contra o fatal adversário em comum que sairá das urnas.

Uma das jogadas mais importantes que os três terão pela frente será, sem dúvidas, a escolha dos seus vices, que terão de agregar o máximo com seus espólios eleitorais e aceitação popular.

A corrida pelos apoios de prefeitos e outras lideranças políticas já começou também, vide o festival de títulos de cidadania para os pré-candidatos que pipoca por todos os municípios, como se os vereadores só fossem descobrir agora quem são e os trabalhos e benefícios proporcionados por cada um para a população.

Pelo que se desenha, com os nomes postos, não haverá como a pobre Paraíba fugir da “velha política” e o eleitor comum terá até outubro para decidir o que vai querer doravante, enquanto os reis e seus amigos se digladiam na parte de cima nas defesas dos seus interesses.

E outubro é logo ali.

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