Brasil sem rumo – Por Lenilson Oliveira

O caso do Banco Master/Daniel Vorcaro – como todo bom escândalo tupiniquim – parece ser mais um daqueles poços sem fundo que, quanto mais se cava, mais lama brota.

Em artigo anterior, havia feito uma analogia dos dados telemáticos de Vorcaro com uma caixa preta de avião, equipamento definitivo para se chegar às causas de um eventual acidente. Pois bem, caixa preta é nada se comparando ao caso em tela, pois dela se extraem os dados necessários para o fim determinado – o que, ao que parece, não se aplicará aqui.

Quanto mais a Polícia Federal se aprofunda, com o de mais moderno e eficiente os seus peritos forenses dispõem, mais conversas, mais documentos, mais sujeira emerge, comprometendo, até provas em contrário, nomes dos mais diversos segmentos dos poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário.

Uma primeira avaliação, grosso modo, pode ser a de que do Executivo e do Legislativo não causa surpresa nenhuma o envolvimento de integrantes desses dois poderes com Vorcaro/Master, infelizmente.

O que tem causado espécie no já combalido brasileiro, sem dúvidas, é a citação de membros do Supremo Tribunal Federal – o mesmo STF que se apresentou como último guardião da moral, da justiça e da democracia no país, com decisões duras em relação à tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, incluindo a prisão do ex-presidente da Jair Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes, em particular, passou a ser tido e havido como um herói de toga pelos militantes e simpatizantes da esquerda e como inimigo número um da direita – o que se mantém no segundo caso, e agora com mais ódio e ranço dele.

Na seara esquerdista, o sentimento é uma mistura de decepção profunda com desesperança no próprio Brasil.

O resumo da ópera é que, em pleno ano eleitoral, o país está sem rumo e precisa se encontrar o mais rápido possível, sob pena de se afundar cada vez no poço sem fundo que se lhe apresenta.

Continuemos acreditando – é o que nos resta.

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