Museu do Futebol de Cajazeiras luta para trazer acervo histórico do jornalista Iata Anderson

O professor Reudesman Lopes, curador do Museu do Futebol de Cajazeiras, iniciou uma mobilização urgente para garantir que o extraordinário acervo do jornalista cajazeirense Iata Anderson, falecido no último dia 8 de janeiro, seja integrado ao patrimônio da cidade.

A doação do material, que inclui centenas de camisas históricas da Seleção Brasileira e de diversas Copas do Mundo, além de revistas e documentos, foi anunciada pelo irmão do jornalista, o desembargador aposentado Siro Darlan. Contudo, o museu enfrenta uma corrida contra o tempo, pois a chácara em Araruama (RJ), onde o material está guardado, foi colocada à venda.

O grande desafio da empreitada é o custo logístico do transporte especializado, que exige uma transportadora capaz de garantir a integridade das peças. Segundo Reudesman, trata-se de um ganho fenomenal para o município, mas que não pode ser viabilizado com recursos próprios.

“O que eu quero é que Cajazeiras abrace essa nossa empreitada, porque nós vamos nos tornar um dos maiores museus do futebol do mundo. O acervo de Iata é extraordinário e representa uma doação histórica e rica do ponto de vista do futebol mundial”, destacou o professor, enfatizando a relevância internacional do material.

Diante da falta de apoio imediato, o curador anunciou que lançou uma “vaquinha virtual” para arrecadar os fundos necessários. O apelo por ajuda estende-se a autoridades, deputados e à sociedade civil cajazeirense, visando cobrir os custos da “mudança” histórica. “Estou numa luta enorme. Faço esse apelo a Cajazeiras e às nossas autoridades”, finaliza Reudesman. Se concretizada, a transferência do acervo de Iata Anderson elevará o patamar cultural da cidade, consolidando o museu como um centro de referência para pesquisadores e amantes do esporte.

Coisas de Cajazeiras

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