Destino: Festas Juninas – Por Alexandre Costa
Este é o nome do sugestivo e oportuno projeto do Ministério do Turismo (MTur) lançado nesta quarta-feira (17). Trata-se de uma iniciativa inédita que visa dar visibilidade nacional aos eventos juninos, que atualmente têm caráter regional, buscando atrair visitantes de todo o país e tornando essas festas um produto turístico estratégico indutor do crescimento econômico, além de consolidar a identidade cultural brasileira.
Originárias da Europa, as festas juninas surgiram como uma celebração pagã. Mas, com o advento do cristianismo, a Igreja Católica incorporou estes eventos, vinculando-os a três santos em um calendário religioso de junho: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29 de junho).
Trazidas para o Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVI, as festas juninas se mesclaram às tradições indígenas e africanas, tornando-se uma celebração única. Dos portugueses herdamos as fogueiras e os balões, dos africanos, ritmos musicais e danças populares, e dos indígenas, as comidas típicas de milho, como canjica e pamonha.
Este projeto inédito e ousado do MTur é apresentado na forma de uma webserie e uma série de rádio, já disponíveis nas redes sociais da instituição. Ele narra as histórias e os bastidores de heróis anônimos, como artistas populares, músicos, artesãos, cozinheiros, trabalhadores da economia criativa, pequenos comerciantes e produtores de eventos. Eles conseguem manter vivas as nossas tradições culturais e impulsionam a atividade turística como motor econômico.
Foram eleitos cinco dos principais destinos juninos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE). A expectativa para este ano, segundo o MTur, é que estas cidades devam receber, juntas, mais de 10 milhões de visitantes neste mês de junho, gerando um impacto econômico total na ordem de R$ 2,4 bilhões.
No topo desta lista aparece Caruaru (PE), que espera receber mais de 4 milhões de visitantes, injetando cerca de R$ 816 milhões na economia local. Campina Grande (PB) projeta receber 3,5 milhões de visitantes e movimentar aproximadamente R$ 800 milhões. Em Maracanaú (CE), a expectativa é reunir cerca de 2,7 milhões de espectadores e gerar mais de R$ 100 milhões em movimentação econômica. Já Mossoró (RN) aguarda receber 1,2 milhão de visitantes e injetar cerca de R$ 360 milhões na economia local. Em Petrolina (PE), a expectativa é de mais de 1 milhão de participantes e uma movimentação econômica de R$ 325 milhões.
O ministro do Turismo, o paraibano Gustavo Feliciano, classifica as festas juninas como “uma engrenagem de cultura e desenvolvimento, que beneficia desde o público e a hotelaria até o artesão e o vendedor ambulante, uma demonstração que cultura, turismo e desenvolvimento podem caminhar juntos”.
Enfim, vencidos os desafios logísticos de aeroportos, rodoviárias, mobilidade urbana de capacidade de hospedagem nestas cidades as festas juninas têm potencial para se consolidar como um dos mais importantes produtos turísticos e culturais do Brasil.
