Dr. Covid: médico ou monstro? – Por Alexandre Costa
Como uma das maiores autoridades sanitárias do mundo, colocou em xeque uma brilhante e irrepreensível carreira de quase seis décadas após a divulgação de um conjunto de anotações pessoais registradas em seu e-mail. Essas anotações detalham como se tornou uma celebridade mundial ao instituir nos EUA normas e procedimentos para o tratamento da Covid-19. Esses verdadeiros dogmas logo foram replicados mundialmente durante a maior emergência sanitária deste século, que vitimou 7,1 milhões de pessoas em todo o mundo.
Anthony Fauci, eis o seu nome. Nascido no Brooklyn, Nova York, graduado em medicina com especialidade em imunologia pela Cornell University Medical College em 1966, Fauci foi diretor do prestigiado NIAID – Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas de 1984 a 2022.
Neste período, ganhou fama e notoriedade, notabilizando-se como o principal cientista americano ao liderar o combate a crises sanitárias do HIV/AIDS nos anos 80/90, Antraz em 2001, Gripe suína em 2009, Ebola em 2014 e Zika em 2016. Com este currículo, Fauci logo se tornou, naturalmente, no início da crise da COVID-19, o porta-voz científico mais ouvido do planeta, ganhando a alcunha de Doutor Covid.
Foi da lavra do Fauci, durante a Covid-19, a implantação de procedimentos e tratamentos controversos, sem comprovação científica, que envolviam vacinas obrigatórias, proibição de sair às ruas, uso de máscaras em tempo integral, distanciamento social e o fechamento indiscriminado de igrejas, escolas e empresas. Isso culminou num autoritarismo sanitário sem precedentes na história da humanidade.
A derrocada de Fauci tem início quando o Senado americano divulga que estas anotações, uma espécie de diário, armazenadas em servidores do governo, revelam que o médico sanitarista agiu de forma política. Ele omitiu e ocultou evidências científicas, manipulou informações e gerou gritantes contradições verificadas entre as suas recomendações públicas e suas anotações pessoais. Ou seja, o Dr. Fauci pregava uma coisa para o mundo quando já sabia de informações divergentes daquele mesmo assunto.
Esse fato foi comprovado quando investigações de agências de inteligência americanas, como a CIA e o FBI, apontaram que a provável origem do coronavírus não havia evoluído organicamente de morcegos para humanos a partir do mercado de animais em Wuhan, na China. Isso refutou a falsa tese defendida pelo Dr. Fauci, logo no início da pandemia, defendeu que a origem do coronavírus era a transmissão de morcegos para humanos, mas a verdade apontava, na realidade, para um acidente de laboratório envolvendo um pesquisador ou funcionário do Instituto de Virologia de Wuhan. Este instituto estava envolvido em pesquisas perigosíssimas na área de “ganho de função viral”, que eram curiosamente financiadas por um órgão americano sob a direção do Dr. Fauci.
Convocado pelo Senado americano para prestar esclarecimentos sobre sua desastrada e dúbia atuação na pandemia, que paralisou a economia vetando tratamentos alternativos, recusou-se a responder mais de 100 perguntas, invocando o preceito da 5ª Emenda americana.
Afinal, a pergunta que fica não é apenas se Anthony Fauci foi médico ou monstro, mas quais as lições que o mundo aprendeu com os excessos da pandemia. A ciência não pode ser transformada em dogma nem em instrumento de poder. Quando a autoridade substitui o contraditório, a própria ciência perde sua essência: a liberdade de questionar.
