Pesquisadores da UFCG vão apresentar estudos sobre desertificação em conferência da ONU

Um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) vai participar da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17), que acontece até o dia 28, na Mongólia, reunindo governos, instituições científicas e organizações internacionais em torno de estratégias de combate à desertificação, à degradação das terras e aos efeitos das secas.

O Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA) desenvolve pesquisas relacionadas à desertificação, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável, com atenção especial ao Semiárido brasileiro. Será representado pelos pesquisadores Sabrina Holanda e Artur Lourenço, doutorandos da UFCG, Rodolfo Nóbrega, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental da UFCG, e Aldrin Perez, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA).

“A participação na COP17 é tanto contribuição quanto formação”, explica o professor John Cunha, coordenador do OCA.”O Semiárido brasileiro é um dos territórios onde a degradação das terras foi mais estudada e mais vivida. Não vamos à Mongólia buscar solução pronta, vamos mostrar que a Caatinga produz conhecimento que interessa a outras regiões secas do mundo”.

“Quem vai representar o OCA são pesquisadores formados dentro dessa agenda. Colocá-los numa negociação internacional é parte do trabalho: a desertificação é um problema de longo prazo e exige quadros que fiquem nele por décadas”, afirma Cunha.

Apresentação de plataformas

Durante a conferência, os pesquisadores irão apresentar três plataformas digitais desenvolvidas pelo OCA que transformam dados e conhecimento científico em ferramentas de apoio ao monitoramento, ao planejamento territorial e à tomada de decisão: o Sistema Estratégico sobre Desertificação e Seca (SEDES), a Plataforma Carbono Caatinga e o Data Nordeste.

As iniciativas reúnem informações estratégicas sobre a região Nordeste, o Semiárido e a Caatinga e ampliam o acesso a evidências que subsidiam políticas públicas e ações de resiliência dos territórios.

O retorno mais duradouro dessa experiência, segundo o professor, é acadêmico. “O que Sabrina e Artur vão ouvir, discutir e negociar lá volta para a sala de aula, para as teses e para os projetos que o grupo desenvolve aqui. É a Universidade formando gente para um problema que não se resolve num mandato”, diz.

Acompanhe as atividades do Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA) na página oficial e no perfil do Instagram.

(Ascom UFCG, com dados do OCA/UFCG)

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