É hora de pacificar o país – Por Alexandre Costa
A pequena diferença de votos entre os presidenciáveis e o avanço da direita no Congresso recrudesceram a guerra ideológica nas redes sociais. Tardiamente, Lula percebeu que precisava dialogar com os jovens para reverter o resultado das urnas. Para isso, recorreu à deputada mineira Ana Elisa, influencer de 21 anos, com quase 4 milhões de seguidores e conhecida por postagens extremistas. A reação foi imediata: acusações, ofensas e ameaças levaram à desativação de suas contas. Um tiro no pé.
Este fato denota claramente a alienação e falta de percepção e menosprezo da maioria dos brasileiros em debater e cobrar dos candidatos soluções para enfrentar os graves desafios que o país tem pela frente:
Economia: Em maio de 2026, a dívida bruta atingiu 81,1% do PIB, enquanto os juros consumiram R$ 1,1 trilhão em 12 meses, pressionando as contas públicas, encarecendo o crédito e desestimulando investimentos.
Educação: No PISA 2022, apenas 27% dos estudantes brasileiros atingiram o nível básico em matemática, contra 69% na média da OCDE, evidenciando graves deficiências de aprendizagem. A estagnação dos resultados, somada às desigualdades educacionais e à evasão escolar, compromete a formação de uma geração e limita as perspectivas de desenvolvimento do país.
Segurança: o Estado brasileiro perde terreno para o crime organizado. O poder paralelo avança sobre territórios e populações. Facções criminosas disputam e controlam áreas urbanas, exercem influência sobre presídios, impõem cobranças ilegais e exploram atividades econômicas ilícitas.
Entre os inúmeros problemas brasileiros, inclusive estes 03 listados, não vi destes dois candidatos medíocres nenhum projeto consistente de mitigar o problema ou buscar soluções. O que estamos vendo são propostas eleitoreiras de última hora como aumento de benefícios socias, fim da jornada de trabalho 6X1, e um temerário subsidio do diesel e da gasolina.
É hora de pacificar o país. A sociedade não suporta mais a radicalização. O Brasil precisa de rumo, de um líder que construa um grande projeto nacional para recolocar o país na rota da paz e do desenvolvimento. Mas para isso temos que ensarilhar as armas do ódio, dialogar, buscar convergências, construir pontes, tarefas não para um líder qualquer, mas para um estadista.
