Tribunal de Justiça lança o Sebastiana 2.0 e avança na modernização do Judiciário e na integração ao PJe
O Tribunal de Justiça da Paraíba lançou oficialmente o Sebastiana 2.0, uma evolução significativa de sua solução de inteligência artificial voltada à modernização do Judiciário. Integrado ao Processo Judicial Eletrônico, o novo sistema representa um avanço estratégico na transformação digital da Corte, reforçando o compromisso institucional com inovação, eficiência e excelência na prestação jurisdicional.
A principal inovação do Sebastiana 2.0 está na aplicação de IA generativa para apoiar magistrados e servidores na escolha mais adequada das movimentações processuais, especialmente na elaboração de minutas de decisões, despachos e sentenças. A ferramenta analisa o contexto específico de cada processo e apresenta sugestões fundamentadas, reduzindo significativamente o risco de erros. Além disso, contribui para a padronização e qualidade dos atos judiciais, promovendo maior uniformidade de entendimentos e fortalecendo a segurança jurídica por meio de recomendações inteligentes e contextualizadas.
Desenvolvido pela área de tecnologia do Tribunal, o lançamento do Sebastiana 2.0 posiciona o TJPB como referência nacional na aplicação prática de inteligência artificial no Judiciário. A iniciativa reflete uma gestão orientada à inovação e alinhada às crescentes demandas por celeridade, eficiência e uso estratégico de dados. Com essa evolução, o Tribunal avança de forma consistente rumo a um modelo mais inteligente e automatizado.
Participaram da concepção, desenvolvimento e fase piloto da nova ferramenta os magistrados Max Nunes, Jeremias Melo, Meales Melo, Anderley Marques, Hermano Xavier e Fábio Farias.
Para o juiz auxiliar da Vice-Presidência, Max Nunes, a nova versão entrega uma ferramenta mais robusta, capaz de sugerir múltiplas opções de movimentação processual, acompanhadas das respectivas justificativas, conferindo maior segurança e agilidade ao fluxo de trabalho.
Já o magistrado Jeremias destacou que a solução que faz uso da ferramenta de IA generativa, irá auxiliar na correta movimentação dos processos segundo as Tabelas Processuais Unificadas (TPU) do CNJ — analisando fase processual atual, competências e glossários para sugestões precisas, como ‘15162 – Acolhimento de Embargos de Declaração’. Isso garante incremento no esforço de limpeza e segurança da base de dados estruturados do tribunal, auxiliando na construção de políticas judiciárias data driven. Essa etapa é uma evolução considerável em relação à fase 1.0, que ainda apresentava muitas inconsistências apesar da boa iniciativa. As próximas etapas do projeto serão destinadas aos advogados, enfrentando a questão da correção da distribuição das ações, algo que hoje muito impacta o Judiciário.
Segundo o diretor da DITEC, Daniel Melo, o Sebastiana 2.0 representa um marco ao migrar de um modelo tradicional de classificação para uma abordagem baseada em IA generativa, abrindo novas possibilidades de automação e ganho de eficiência no Pje.
Gecom com informação da DITEC
