SINTEP-PB participa de encontro da Socioeducação e reforça defesa de política educacional específica para o setor

O SINTEP-PB participou, nesta terça-feira (28), da rede de trocas promovida pelo Grupo de Trabalho (GT) da Socioeducação da Paraíba, realizada na Escola Técnica Estadual Poeta Juca Pontes, no bairro do Varadouro, em João Pessoa.

O encontro reuniu representantes de diversas redes de socioeducação de diferentes estados do país para o intercâmbio de experiências, o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao atendimento socioeducativo e o compartilhamento de boas práticas desenvolvidas nos territórios.

Estiveram presentes o secretário de Estado da Educação, Erivonaldo Alves; o secretário-executivo de Gestão Pedagógica da Secretaria de Estado da Educação, José Edilson de Amorim; representantes do Ministério Público; e integrantes de diversas instituições que compõem o Grupo de Trabalho da Socioeducação. Representando o SINTEP-PB, participaram o coordenador-geral, professor Felipe Baunilha, e Janília Paula, da Secretaria de Juventude do Sindicato e integrante do GT.

Durante a programação, foi lançado o Documento de Referência para a Socioeducação, que reúne diretrizes e orientações para o fortalecimento das ações socioeducativas, reafirmando o compromisso com a garantia de direitos e a construção de políticas públicas voltadas a adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas.

O coordenador-geral do SINTEP-PB, professor Felipe Baunilha, destacou a importância da participação do Sindicato no Grupo de Trabalho da Socioeducação e os avanços alcançados na construção de políticas públicas para o setor. Ele também ressaltou a atuação dos profissionais da socioeducação na organização sindical e na luta por melhores condições de trabalho e valorização da categoria, reafirmando o compromisso do SINTEP-PB com a construção de uma política educacional específica para as unidades socioeducativas da Paraíba.

“Esse Grupo de Trabalho foi criado a partir de uma provocação do Sindicato junto ao Ministério Público e à Secretaria de Estado da Educação, por entendermos que a socioeducação precisa de uma política curricular própria e de uma atenção diferenciada”, afirmou.

Felipe também defendeu a ampliação das políticas de valorização dos trabalhadores da socioeducação, com atenção especial às condições de trabalho e à saúde mental dos profissionais, considerando as especificidades do atendimento a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Segundo ele, esses estudantes têm o mesmo direito à educação que todas as crianças, adolescentes e jovens do país, cabendo ao Estado garantir uma educação pública de qualidade, inclusiva e comprometida com a garantia de direitos.

Outro ponto destacado pelo coordenador-geral foi a necessidade de regulamentar a atuação dos professores de Artes nas unidades socioeducativas e estender aos profissionais da Educação lotados na Secretaria de Estado da Educação a gratificação concedida aos servidores da FUNDAC que atuam na socioeducação, como forma de assegurar maior valorização e isonomia entre os trabalhadores que desempenham funções semelhantes.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *